CALANGO

C

A

L

A

N

G

O

S

 



   

Segundo Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, Calango é 

/ Designação comum a vários répteis lacertílios, teídeos, principalmente os de pequeno porte, Cnemidophorus, Arthroseps, Colobosoura e outros, que vivem geralmente no solo, na terra ou em pedreiras, alimentando-se de pequenos artrópodes ou vermes. 

/ Designação comum a alguns iguanídeos pequenos.

/ Membro de um grupo de salteadores que invadiram o CEARA.

Segundo Omar Sakr Cherulli Calango é 

/ Grupo de pessoas afins, afim de acabar com o o estresse do dia -a-dia, começando com o estresse do dia após dia de estradão bravo.       / Designação comum a vários loucos que sem motivos aparente deixa o conforto de seus lares e se metem em cada lugar exótico, exuberante e tudo mais que se tem direito, sem o mínimo de conforto.

/ Resumindo, grupo de aventureiros que vivem testando o limite dos carros, do bolso e da alma. 


D

O

 

C

E

R

R

A

D

O

C

A

L

A

N

G

O

S

 

T

A

M

B

E

M

 

 É

 

C

U

L

T

U

R

A



   

Segundo Orlando  Furtado

/Os répteis acham-se assim divididos : Sáurios (lacertlílios e ofídios); Quelônios; e, Crocodilianos. Ou seja, respectivamente: lagartos e serpentes; tartarugas; e, jacarés.
 
/O calango é da família dos Teñdeo  (dos mais notáveis representantes da ordem dos  lacertílios)  do gênero Arthrosaura, Arthroseps, Calliscincopus e Cnemidophorus.
 
/Enquanto as demais espécies da ordem vivem, os sáurios sabem viver.
 Madrugadores não são, é certo, mas logo que o tempo esquenta, metem-se a caçar e nesta faina ficam até que esteja o sol a pino e o calor abrase.

/Apossa-se então destas friorentas criaturas um torpor agradável, o momento
eufórico da sua vida, e, cedendo ao quebranto da hora, espicham-se nas pedras, nos troncos, nos taboleiros batidos de chapa pelo sol e aí, com volúpia, dormitam.
 
/Parece que foi o lagarto que ensinou aos homens, que vivem nos trópico, o delicioso prazer da sesta. Os índios ainda mais longe levam-lhe a iniciativa, dizendo que foi ele o inventor da rede.
  
/Conta a lenda que, certa vez, peregrinando Ceres a procura de Prosérpina, sentiu as agruras da mais intensa sede. Apareceu logo, como de praxe, nas aperturas dos deuses, uma tosca cabana e, uma velha providencial e bondosa, que, de pronto à deidade, ofereceu água em que sobrenava certa mistura de cevada passada pelo forno.
 Enquanto açodadamente saciava a sede, certo garoto irreverente, postado ante
a peregrina, ria-se da avidez com que ela se desalterava. 
Não sofre Ceres a insolência e, lançando o que ainda sobrejava no copo sobre
o menino atrevido, metamorfoseou-o em lagarto. 
Eis porque, geralmente, os lagartos são pequenos, alertas, ágeis e curiosos
como crianças.
  
/Uma das contribuições do calango ao ser humano pode ser percebida na medicina popular, para proteção contra veneno de cobra. Observando um calango em luta contra uma cobra, os índios notaram  que o calango quanto picado corria e receitava-se comendo uma raiz, e logo retornava à luta. Essa raiz é hoje largamente utilizada entre os silvícolas, para cura de picadas.